Pensemos...
Não sei...se a vida é curta ou longa demais pra nós,
mas sei que nada do que vivemos tem sentido se não tocamos o coração das pessoas.
Cora Coralina
Para terapeutas, clientes e leigos que querem conhecer temas da Psicologia, desfrutar de bons artigos e mensagens que somem conhecimento e sentido em sua vida. Seja bem vindo(a)!
Quem sou eu
- Olá! Muito prazer. Quem bom recebê-lo aqui.
- Sou Gabriela Alvarenga, pscióloga clinica, pós-graduada em Psicoterapia Humanista pela Universidade Fumec BH/MG, Especialista em atendimento às pessoas surdas através da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais).
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
"Guan Yin das Mil Mãos"
Cliquem no link acima!!
_______________________________________________
Que lindo espetáculo! Quanta sintonia existe entre essas pessoas.
Penso que para promoverem com tamanha perfeição esses movimentos, deve haver não só muita disciplina de cada um dos participantes, mas sobretudo respeito entre eles. Respeito pelas dificuldades de cada um. Respeito por algum integrante que não amanhecendo com seu lado artístico em pleno vigor, errasse algumas vezes e fizesse com que todos repetissem por dezenas de vezes o mesmo ensaio... Imaginem quantas vezes esse espetáculo deve ter sido ensaiado para que chegasse aos nossos olhos essa apresentação minuciosa nos detalhes,que não tem sequer um deslize e que é capaz de nos emocionar tanto.
Imaginem agora se eu dissesse que todos os participantes são pessoas surdas...
Agora tornem a refletir nos ensaios... Levando em consideração que essas pessoas não estavam ouvindo a múscia tocada ou sequer o ritmo dela.
Calemos.
Não precisam de palavras. Elas estariam em excesso, estariam fazendo barulho demais para essas pessoas que fazem da música que sequer pode ser ouvida, uma tradução do que é a superação, o respeito e a capacidade de criar para o bem, para levar emoção aos nossos corações que estão cansados de sentirem a dor das tragédias, das atrocidades que andam acontecendo por aí...
***********************************************************************************
Gabriela Alvarenga Bombonato
_______________________________________________
Que lindo espetáculo! Quanta sintonia existe entre essas pessoas.
Penso que para promoverem com tamanha perfeição esses movimentos, deve haver não só muita disciplina de cada um dos participantes, mas sobretudo respeito entre eles. Respeito pelas dificuldades de cada um. Respeito por algum integrante que não amanhecendo com seu lado artístico em pleno vigor, errasse algumas vezes e fizesse com que todos repetissem por dezenas de vezes o mesmo ensaio... Imaginem quantas vezes esse espetáculo deve ter sido ensaiado para que chegasse aos nossos olhos essa apresentação minuciosa nos detalhes,que não tem sequer um deslize e que é capaz de nos emocionar tanto.
Imaginem agora se eu dissesse que todos os participantes são pessoas surdas...
Agora tornem a refletir nos ensaios... Levando em consideração que essas pessoas não estavam ouvindo a múscia tocada ou sequer o ritmo dela.
Calemos.
Não precisam de palavras. Elas estariam em excesso, estariam fazendo barulho demais para essas pessoas que fazem da música que sequer pode ser ouvida, uma tradução do que é a superação, o respeito e a capacidade de criar para o bem, para levar emoção aos nossos corações que estão cansados de sentirem a dor das tragédias, das atrocidades que andam acontecendo por aí...
***********************************************************************************
Gabriela Alvarenga Bombonato

Ouvindo o silêncio das mãos
Atualmente muito se fala da inclusão social. Mas é interessante pensar no que costumamos incluir em nosso coração. Acolher a diferença não é tarefa fácil, pois nos exige paciência e disponibilidade.
Na convivência com pessoas surdas observo que, às vezes, as pessoas ouvintes quando estão em contato com os surdos ficam afoitas, seja por não compreendê-los claramente em seus rápidos sinais, ou talvez por não terem paciência para entendê-los. Ainda que não se saiba a Língua de Sinais, basta olharmos em seus olhos, em seu rosto, para compreender o que eles querem nos dizer. Veja que grande oportunidade de acolhermos um irmão em sua diferença! Se estivermos disponíveis a entendê-lo, é sinal que estamos ao menos, incluindo-o em nosso tempo.
Minha experiência com a Língua de Sinais Brasileira (Libras), a comunicação dos Surdos, começou quando certa manhã, na empresa em que trabalhava, dei um “ bom dia” e não tive como resposta sonoras palavras, mas sim, um olhar amoroso e mãos acenando rapidamente para mim. A partir daí, fisgada por aquele gesto, interessei-me em conhecer essa língua.
Conviver e ter amigos surdos é uma grande oportunidade de sentirmos bem de perto a sensibilidade do ser humano. Notem como são pessoas observadoras, como reparam nos detalhes e são capazes de perceber uma tristeza em nosso olhar. Mas para atentarmos a isso, precisamos nos desacelerar no tempo corrido, que às vezes não nos deixa parar.
O trabalho com pessoas surdas me encanta. Faz-me despertar para o outro em um sentido muito peculiar: preciso silenciar-me para “ouvir as mãos”. Esse é um exercício que permite disponibilizar-me e dirigir-me inteiramente ao outro, até mesmo com um olhar! Isso faz diferença na vida dos surdos e na vida de todos nós!
É hora, e sempre foi, de olharmos e nos importarmos mais com as pessoas. Essa é uma das aprendizagens da acolhida do ser humano com toda a sua diferença, e, sobretudo, com toda a sua igualdade.
Assinar:
Comentários (Atom)